Quem acha que acordar cedo, ir para a faculdade, em seguida trabalhar e cuidar de casa é tarefa fácil? Não é não. Norma Barboza, de 51 anos que o diga. Com uma bagagem recheada de histórias e experiências, a carioca conta como foi sua trajetória de vida e desvenda a sua carreira profissional.
Casou-se aos 17 anos de idade onde resultou em dois filhos e largou a sala de aula para ganhar o mundo. Sem experiências e sem ter concluído os estudos, o primeiro emprego foi na Fundação Getúlio Vargas em serviços gerais. Daí, Tia Norma como é chamada hoje no trabalho, não parou mais. Passou pelo comércio e através do cargo de gerente, conheceu diversos lugares e estados como São Paulo, Rio Grande do Norte, Bahia e Paraíba. Para Norma, o mais interessante era viajar de avião. “Adorava quando viajava de avião. No começo tive medo, mas depois não queria outra vida”, relembra. Após sete anos, foi contratada pela Kibon, no qual surgiu a oportunidade de retornar aos estudos, após 27 anos longe da sala de aula.
A jovem que se transformou em mulher tratou de recuperar o tempo perdido. Apesar de muitos anos sem enfrentar os livros, Norma terminou a ensino fundamental e com a transferência da empresa para outro estado, a Kibon custeou todo seu aprendizado. Com a conclusão do ensino médio e a saída desse trabalho, Norma, alçou novos vôos e se destacou na Universidade Estácio de Sá, como líder de serviços gerais. Com dois anos na nova "casa", recebeu convite para fazer parte do quadro de funcionários da instituição, oportunidade única, para dar continuidade ao próximo sonho: fazer uma faculdade.
Foto: Reprodução Internet
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A escolha da graduação em Enfermagem tem um motivo: Norma se dedica a religião evangélica e retribui todo o seu esforço de enfrentar os estudos a Deus. "Escolhi o curso de Enfermagem, porque prometi para Deus que iria retribuir por tudo o que ele fez por mim e pela oportunidade de estudar. Futuramente irei aos hospitais ajudar aqueles que precisam de ajuda e colocarei o ser humano em primeiro lugar, porque é criatura divina”, afirmou, orgulhosa. A cristã acredita que após ter abraçado a fé, ainda jovem, fez com que conquistasse os objetivos. Mesmo com a perda do pai, seu grande amigo, a fé aumentou ainda mais. “Me libertei de tudo que em plena consciência a Deus não se agrada. Aos 33 anos perdi meu pai, meu melhor amigo e pensei que nunca fosse me deixar. Com essa perda quase perdi as forças quando no momento de aflição falei com Deus e decidi servi-lo”.
Diante de tudo que passou em sua trajetória de vida e carreira, Norma continua sonhando e deixa uma lição de vida. “Na minha vida já aconteceu de tudo... Casei nova, deixei de estudar, tive dois filhos do primeiro casamento, depois tive outro filho que em 2008 faleceu, voltei a estudar depois de 27 anos ausente da sala de aula, perdi meu pai....Enfim, hoje eu vivo pela fé. Sou feliz, tenho três netos, uma bisneta, trabalho na Universidade, faço parte da administração da gerência acadêmica. Saio de casa às 5h e só retorno em casa por volta de meia noite todos os dias. Continuo sonhando e o meu maior sonho é não deixar de sonhar. Vou me formar no ano de 2011, fazer uma pós-graduação e quem sabe um mestrado. Isso, porque irei passar para um concurso público e ter condições de continuar a estudar.”

Adorei essa reportagem...arrebentou amiga...
ResponderExcluirOi Elaine!
ResponderExcluirAmei o blog!
Lindo o texto!
Que história de vida da Norma hein! Incrível!
Bjooo
Nath de Freitas
http://nathdefreitas.blogspot.com